Não tente mudar o outro; mude você!

Love: uma série que expõe a primazia do amor sobre personalidades diferentes

Love: uma série que expõe a primazia do amor sobre personalidades diferentes




A premissa é até batida: uma mulher linda e sexy, porém, sem sorte no amor, se apaixona por um cara comum, Nerd, não tão bonito e juntos, começam uma relação séria, que pode terminar em casamento. Todos nós, já devemos ter visto alguma história hollywoodiana assim...


Contudo, a excelente série original Netflix, Love, consegue fazer tudo isso com maestria, entregando uma história leve, divertida gostosa e moderna (mesmo juntando temas densos e polêmicos, como álcool, drogas e sexo) que podem ajudar a enxergar um universo bem além da imagem, tão cultuado nestes tempos da "perfeição instagramática".




Ao longo de suas três temporadas e com episódios relativamente rápidos, com média de 30 / 35 minutos, assistimos o encontro errante e inusitado de Mikey e Gus, que embora nada tivessem em comum, se aproximam e entre idas e vidas, acabam construindo uma sólida relação de amor.


E nesta caminhada, o espectador acompanhará e observará episódios sem o toque perfeitinho e idílico, como os apresentados na maioria das comédias românticas, mas, sim, uma história de amor permeada por erros e acertos, com o pior e o melhor de duas pessoas, que foram se descobrindo, resultando, assim, num apaixonamento sólido e com muitos contratos verbais, afim de que suas personalidades caibam em sua vida a dois.




São três temporadas super interessantes, que nos mantém ligados e interessados, na torcida para que o casal se acerte de vez (se bem que, vez ou outra alguma ação insensata é tomada e odiamos um ou outro, desejando que rompam) e sigam a sua jornada romântica, crescendo e aprendendo um com o outro.


No final das contas, Love se mostra uma série de grande relevância, por ter a proeza de apresentar uma relação amorosa, que embora pareça diferente, se mostra bem próxima das relações da vida real, onde as exposições de cada subjetividade se atravessam e, apesar destes dificultadores, podem ser compreendidas, trabalhadas e ressignificadas, de acordo com a disposição das pessoas envolvidas para permanecerem juntas.


Amar e se relacionar é complexo e exige esforço de ambas as partes para que haja entendimento e a jornada a dois avance, se mantendo sólida... Não é fácil e, nos dias atuais, as diferenças e problemas que surgem no caminho acabam esgotando casos de amor, justamente pelo pensamento de que tudo tem de ser perfeito, de que uma história de amor não pode ter percalços e de que não pode existir as "pedras no caminho".




E, quando olhamos para Love, com duas pessoas tão diferentes e incomuns, mesmo atravessadas por suas neuras e questões, dispostas a seguir em frente, quebrando os próprios paradigmas, em nome da vida a dois, percebemos que é possível abrir mão do imaginário de amor perfeito e de vida colorida, tão propagados pelo mundo ocidental e que fica ainda mais acentuada com a utopia do universo "instagramável".


É uma série que merece ser vista e refletida, que pode trazer maior percepção aos que se iludem, pensando em relações do tipo conto de fadas. Love tem potencial para fazer repensar os gostos e exigências, muitas vezes descabidos, impossíveis de alcance e sem sentido, que só afastam a possibilidade de uma relação mais feliz, longeva e dentro da realidade nossa de cada dia.


Jansen Santos Sarmento da Silva - Doctoralia.com.br


Adentre no universo de Love e quem sabe, aquela clássica citação "Que Seja Esterno Enquanto Dure" ganhe um tempo bem mais longo do que os dos nossos dias atuais... Imperdível! Clique aqui e acesse a série.


Psicólogo Jansen Sarmento

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