Não tente mudar o outro; mude você!

Sobre o hábito e os perigos de enganar a si mesmo.

Sobre o hábito e os perigos de enganar a si mesmo.


Uma das grandes armadilhas da mente humana, o autoengano acontece em momentos onde a pessoa busca convencer a si mesma de uma realidade que é falsa. É um movimento que acontece de forma inconsciente, onde o indivíduo, para fugir de uma determinada perda ou frustração, aventa histórias ou situações que justificam e desculpam tal desapontamento.

Enganar a si mesmo é diferente de mentir, visto que, ao falar uma mentira, o indivíduo está ciente de que não está dizendo a verdade, enquanto que ao se autoenganar, o que acontece é aceitação de uma realidade falsa como verdade.

E é aí que reside o grande perigo e poder do autoengano, pois, ao criar uma falsa realidade para si, a pessoa não percebe um possível mal que pode estar se fazendo. Ou seja, a pessoa, vai se prejudicando silenciosa e gradativamente, até que a situação se torne insustentável, quando a verdade de toda essa criação vem a tona, acarretando em suas consequências.

São vários os tipos de autoengano e alguns acontecem com mais frequência do que os outros, culminando em diferentes efeitos psicológicos. Mas, para além de enumerá-los, é importante ressaltar que todos esses tipos tem por função de autodefesa, que num primeiro momento, pode atuar de forma benéfica, porém, é através da sua má utilização, que poderá se mostrar bastante prejudicial, culminando, assim, em um escapamento da realidade que está ao redor da pessoa.

Podemos dizer, inclusive, que existe uma certa normalidade no autoengano e sempre que nossa consciência julgar necessário, fará utilização dele. Nestas situações, que podemos definir como normais, inerentes a todo e qualquer ser indivíduo, teremos alguns benefícios, como a proteção da autoestima a autovalorização. 

Contudo, uma vez não se sabendo o momento certo de sua utilização, teremos como consequências, sintomas como o medo, a resistência para o enfrentamento dos obstáculos, a dificuldade de saber o momento de sair ou de permanecer em determinada situação, o não saber lidar com fracassos e derrotas, a distorção da realidade, entre outras coisas...

Isso quer dizer que não existe problema na utilização de tais artifícios, desde que ele não se torne uma constante, pois são os excessos que fazem deles algo prejudicial à nossa saúde mental, ocasionando, assim, um efeito oposto, que não se conecta com a realidade. 

Sem a devida reflexão o autoengano resulta num esforço desnecessário para criar ilusões que não condizem com a nossa personalidade ou com aquilo que vivemos, que estará sempre na iminência de  ser quebrado ou desfeito, culminando em dor e decepção.

Ao mesmo tempo que podemos receber proteção com o autoengano, o seu excesso impedirá a evolução e o crescimento psicológico, fazendo com que estejamos em constante evitação dos problemas e impossibilitando-nos de superá-los, podendo, inclusive fazer da vida de alguém uma grande farsa, que a qualquer momento poderá ser revelada,  escancarando assim um universo do qual a pessoa não vive.

E, justamente, por isso, é importante que estejamos em constante e profunda reflexão sobre os nossos atos e a forma que conduzimos a nossa vida. Nenhum de nós está imune ao autoengano, contudo é possível não sermos seduzidos ou atraídos pela tentação de mergulhar em mundos distintos e completamente diferentes do qual vivemos.

Não estamos livres do processo de enganar a nós mesmos; este é um fenômeno psíquico muito comum e, até certo ponto, normal, porém é possível, através do autoconhecimento, evitar as armadilhas que podem resultar na mentira e no fechar de olhos  para o mundo que nos rodeia...

E você? Consegue olhar para dentro de si e analisar até que ponto você se deixa levar pela autoilusão ou autoenganação? Este processo acontece dentro de uma normalidade ou você se percebe em situações que fogem do seu controle e te colocam preso numa rede da qual não consegue sair?

Vale a pena pensar e verificar qual resposta você tem para se dar... Se tu, por acaso, se perceber refém das suas "mentiras", ou, se não souber e não tiver o que dizer para si mesmo, frente tais questionamentos, é sinal de que as coisas não vão bem e que algo precisa ser feito para que isso possa mudar. A terapia pode ser a solução. Pense nisso...



Psicólogo Jansen Sarmento
CRP: 05/38624
(21) 98337-2725 - 99131-6295
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