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Inclusão, Cultura e Lazer: o Pequeno Príncipe e sua primeira versão em braile

Inclusão: o Pequeno Príncipe e sua primeira versão em braile



Uma obras mais amadas e influentes do nosso tempo, O Pequeno Principe, escrita pelo francês Antoine de Saint-Exupéry, em 1943, com mais de 140 milhões de cópias vendidas e traduções para mais de 361 línguas, além de dialetos, também está entre os livros mais vendidos e traduzidos de todos os tempos. 

A história do jovem príncipe que visita planetas diversos (incluindo a Terra) e trata poeticamente de temas como a solidão, amor e perda, venceu mais uma barreira após seus mais 70 anos de lançamento: a criação de sua primeira versão em braile, dedicada às pessoas com deficiência visual.

Esta novidade, onde o livro foi transposto para o sistema de escrita tátil, podendo ser lido por cegos, através da ponta dos dedos, na realidade aconteceu no ano de 2014 e foi feita por pelo artista Claude Garrandes, que é cego e um apaixonado pela história, com apoio da Fundação da Juventude Antoine de Saint-Exupéry, na França. 

Esta é uma tradução fundamental e também uma grande conquista para os deficientes visuais, uma vez que, que segundo o levantamento da União Mundial de Cegos (WBU), somente 5% das obras literárias já produzidas possuem suas versões em braile, nos países desenvolvidos, enquanto este número cai pra 1% nos países em desenvolvimento, caso do Brasil.



A versão em braile criada por Garrandes, no entanto, foi lançada como uma edição limitada, com apenas 1.000 exemplares impressos e que ainda é possível adquirir uma cópia, contudo, como um livro de luxo, por um preço elevado de 239 euros – cerca de 1.127 reais por uma cópia. 

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que a deficiência visual afete 39 milhões de pessoas no mundo e que mais de 246 milhões sofram de perda moderada ou severa da visão. No Brasil são em torno de 582 mil pessoas cegas e mais de 6,5 milhões com baixa visão, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Infelizmente, esta informação tão relevante para a inclusão vem ganhando destaque com bastante atraso, tendo em vista o ano de lançamento da versão (2014), contudo, ainda assim, é um motivo de celebração... Um passo a mais para a inclusão. 

Vale a pena continuarmos esta divulgação, para que novas edições em braile sejam lançadas, com valores mais mais convidativos, para que o acesso a uma das mais bonitas histórias para crianças (e pessoas de todas as idades), se amplie cada vez mais.


Psicólogo Jansen Sarmento
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