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Sachsenhausen: memórias de todo o horror do nazismo pertinho de Berlim

Sachsenhausen: memórias de todo o horror do nazismo pertinho de Berlim


Berlim superou todas as minhas expectativas: cidade vibrante, multicultural, moderna e ao mesmo tempo clássica, a frente dos nossos tempos atuais, corajosa e sem medo de esconder o seu lado tenebroso e sombrio, advindo dos horrores do nazismo e da guerra fria. Quando, nas minhas pesquisa, descobri que havia um Campo de Concentração bem próximo da capital alemã, não pensei duas vezes: Sachsenhausen estava na minha lista obrigatória de locais para conhecer!



Sempre que viajo, opto, quando possível, fazer bate-voltas por conta própria, pois, consigo ter mais liberdade na condução dos passeios, além de conhecer um pouco mais do dia a dia dos moradores, adentrar na rotina da cidade e ir além da visão do turismo convencional: adoro sair da rotina, descobrir coisas novas e me surpreender com o que não está descrito nos sites ou guias de turismo...





Na Capital alemã já havia me emocionado muito em locais como o Check-Point, Muro de Berlim, Memorial do Holocausto, Museu Judaico e o pouco conhecido Museu da Topografia do Terror, só para citar alguns, mas, ir ao Sachsenhausen, para mim, se mostrava desafiador: um frio desesperador, fora do eixo turístico da metrópole;  transporte público, apesar de eficiente, bastante complexo para quem não tem o domínio da língua inglesa ou alemã (o meu caso), uma cidadezinha pequena e com poucas referências para se andar nela... 


Bem, o dia chegou e lá fui eu pegar o metrô para a cidade de Oranienburg. Foi um pouquinho complicado, mas, não tão difícil quanto eu estava esperando... Mesmo sem falar inglês, consegui auxílio de uma funcionária da estação e acertar o meu transporte nas muitas linhas de trem e metrô que circulavam numa mesma plataforma para destinos diferentes. Lá estava eu partindo para mais uma nova experiência... A viagem durou em torno de 40 minutos e, para minha felicidade, foi super tranquila.


Orianienburg é uma gracinha de cidade: pequena, bem arrumadinha e muito agradável (minha experiência com os alemães foi ótima; extremamente simpáticos e prestativos para dar informações). Optei em correr mais um risco e não pegar o ônibus, encarando uma caminhada de aproximadamente 50 minutos, numa temperatura de 4 graus negativos e, apesar do frio cortante, valeu super a pena: o dia estava lindo e o percurso super agradável, com ruas residenciais bem cuidadas, belas casas, sensação de segurança a cada passo dado, além da curiosidade e expectativa aumentando de acordo com a proximidade do local.




Finalmente cheguei em Sachsenhausen e desde a recepção, o local já me impressionou! O espaço é enorme e antes mesmo de passar pela porta de entrada principal do campo de concentração, na própria recepção, a emoção e a tristeza bateram fundo na minha alma. Apesar da dor e da reflexão de todo sofrimento que ali foi instaurado, mais uma vez, me vi admirado com a coragem do povo alemão em não esconder seus "demônios" e deixá-los escancarados para quem quiser ver, não como motivo de orgulho, mas, como um aviso de que não devemos nos esquecer de até onde podemos chegar...


A entrada é gratuita e o único custo é com o áudio-guia que, na minha opinião, é imprescindível para melhor se situar dentro do enorme lugar. E que lugar! Desde a entrada principal, com seu relógio que parou no exato momento da invasão do exército aliado no local, passando pelas outras áreas do campo de concentração, que foi um dos três maiores do nazismo, é impressionante o desconforto e ao mesmo tempo a sensação de estar dentro fazendo parte (pelo menos ocularmente) de um dos espaços mais sombrios da Segunda Guerra Mundial.



Judeus, poloneses, russos, comunistas, gays, opositores do governo, ciganos e testemunhas de Jeová foram forçados ao trabalho escravo, torturas e, posteriormente, assassinados.... Milhares de pessoas mortas por conta da intolerância e crueldade humana, em nome de um ideal pérfido...





Sachsenhausen é para ser conhecido com calma; por isso, reserve no mínimo um dia de sua estadia para visitá-lo; se possível, chegue no horário de abertura e saia bem no finalzinho do seu expediente. Tudo é muito detalhado e escancara sem pudor os crimes e atrocidades cometidas em nome de uma ideologia cruel e sanguinária. Construções, objetos, fotos, câmara de tortura, roupas, memoriais, estão ali expostos aos visitantes, causando um impacto e uma dor que dilacera a alma...



Apesar da tristeza que nos abate no local e das lembranças tenebrosas, Sachsenhausen é uma grande fonte de conhecimento histórico, um enorme alerta sobre o respeito às diferenças e de valorização da vida! É um programa obrigatório e imprescindível para aqueles que estão com Berlim em sua lista de cidades a serem conhecidas ou revisitadas  no continente europeu... IMPERDÍVEL!



Quer saber mais sobre este museu impressionante que é o Sachsenhausen? Pode me perguntar que te conto... Quem sabe você também decide conferi-lo pessoalmente...

Jansen Sarmento


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