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Seja bem vindo, verão!

Seja bem vindo, verão!

Praia de Carneiros - PE

O verão é uma estação controversa... Há quem ame e quem o odeie... Em dias de aquecimento global, não é fácil lidar com a sensação térmica de deserto e com o calor insuportável...


Praia de Ipanema - RJ

Contudo, ele está associado ao descanso e às férias e num país de imensa cobertura marítima, como não ficar ansioso e sonhar em colocar os pés na estrada e ter como destino uma praia paradisíaca para aproveitar todo esse calor?

Pontal de Maracaípe - PE

Como não aguardar pelos finais de tardes para se encontrar com amigos e ficar numa mesa de bar, preferencialmente na orla marítima, trocando uma boa conversa, refrescando a garganta, o corpo e alma com uma cerveja estupidamente gelada?

Angra dos Reis - RJ

Como não apreciar o pôr do sol a beira mar, incontavelmente? Como não fugir do forno que a residência se transforma e estender os momentos de lazer pelas ruas, seja a sós ou acompanhado?

Muro Alto - PE

É verdade que com os nossos recordes de calor, ninguém está livre de sofrer um mal estar... Ninguém está livre de odiar com todas as forças o sol abrasador e suas consequências desagradáveis, mas, façamos um esforço para aproveitar ao máximo os pontos positivos trazidos por ele.

Trindade - RJ

O Brasil é um país com vocação natural de veraneio e, por isso, não adianta chorar pelo leite (ou melhor, pelo sol) derramado! Temos sol, mar, rios, matas, cachoeiras e cascatas... Ponha o pé na estrada e proveite esse "paíszão" de Deus e seu verão 40 / 50 graus!

Jansen Sarmento


"Manhã de Verão (Olavo Bilac)"

As nuvens, que, em bulcões, sobre o rio rodavam,
Já, com o vir da manhã, do rio se levantam.
Como ontem, sob a chuva, estas águas choravam!
E hoje, saudando o sol, como estas águas cantam!

A estrela, que ficou por último velando,
Noiva que espera o noivo e suspira em segredo,
— Desmaia de pudor, apaga, palpitando,
A pupila amorosa, e estremece de medo.

Há pelo Paraíba um sussurro de vozes,
Tremor de seios nus, corpos brancos luzindo…
E, alvas, a cavalgar broncos monstros ferozes,
Passam, como num sonho, as náiades fugindo.

A rosa, que acordou sob as ramas cheirosas,
Diz-me: “Acorda com um beijo as outras flores quietas!
Poeta! Deus criou as mulheres e as rosas
Para os beijos do sol e os beijos dos poetas!”

E a ave diz: “Sabes tu? conheço-a bem… Parece
Que os Gênios de Oberon bailam pelo ar dispersos,
E que o céu se abre todo, e que a terra floresce,
— Quando ela principia a recitar teus versos!»

E diz a luz: “Conheço a cor daquela boca!
Bem conheço a maciez daquelas mãos pequenas!
Não fosse ela aos jardins roubar, trêfega e louca,
O rubor da papoula e o alvor das açucenas!”

Diz a palmeira: “Invejo-a! ao vir a luz radiante,
Vem o vento agitar-me e desnastrar-me a coma:
E eu pelo vento envio ao seu cabelo ondeante
Todo o meu esplendor e todo o meu aroma!”

E a floresta, que canta, e o sol, que abre a coroa
De ouro fulvo, espancando a matutina bruma,
E o lírio, que estremece, e o pássaro, que voa,
E a água, cheia de sons e de flocos de espuma,

Tudo, — a cor, o dano, o perfume e o gorjeio,
Tudo, elevando a voz, nesta manhã de estio,
Diz: “Pudesses dormir, poeta! no seu seio,
Curvo como este céu, manso como este rio!”
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