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Vida longa à fantasia de Tim Burton - uma análise pessoal do filme O Lar das Crianças Peculiares

Vida longa à fantasia de Tim Burton - uma análise pessoal do filme O Lar das Crianças Peculiares


Sempre fui fã dos filmes dirigidos por Tim Burton: me lembro do quanto me encantei por ele, desde que me dei conta de sua existência, ao assistir pela primeira vez ao filme Edward Mãos de Tesoura. A beleza e delicadeza, misturadas com o absurdo, morbidez, excentricidade e fantasia e da história me conquistaram e a partir daí, busco não perder nenhum de seus filmes...

A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas, Ed Wood, A Noiva Cadáver, Alice no País das Maravilhas, Os Fantasmas se Divertem, Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, Marte Ataca e Sombras da Noite estão entre os filmes que mais gosto dele, independente do que a crítica especializada dita como melhores ou piores.

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Na grande maioria das vezes assistir a um filme deste grande diretor é como adentrar num mundo fantástico, cheio de encantamento e magia. Mas, esse mundo não é um mundo mágico bobo: tem pinceladas de cores mórbidas e, por muitas vezes sombrias, onde bem e mal se complementam, deixando o expectador íntimo dele, seja ele criança, seja ele adulto. E, com seu novo filme: o Lar das Crianças Peculiares a história não foi diferente...


A película conta a história de Jake, que decide partir com o pai para uma ilha no País de Gales, com o intuito de atender o último pedido do avô: encontrar a srta. Peregrine e conhecer o orfanato que o idoso cresceu e viveu boa por parte da sua vida. Chegando lá ele descobre que o orfanato foi destruído por uma bomba durante a Segunda Guerra Mundial. Sem desistir da procura, encontra uma fenda temporal, onde a srta. peregrine continua a viver na mansão, protegendo e cuidando de várias crianças dotadas de poderes especiais...

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O filme, que é ambientado do livro O Orfanato da srta. Peregrine para Crianças Peculiares, parece ter sido escrito pelo próprio Tim Burton, tamanha a quantidades de elementos seus nele: fantasia e lirismo aliados ao mórbido e sombrio, mas, se mantendo doce, leve e belo. Um filme sensível e colorido, mas que ao mesmo tempo traz consigo um toque de peso e escuridão, contudo é carregado da doçura dos sentimentos, do belo da vida. Ele caminha ao lado do temor, terror e da mesquinhez humana, porém, o melhor que carregamos da raça está também presente na história.


E o que falar de Eva Green, no papel de srta. Perergine? Bela e enigmática; doce e sombria; ela realmente parece ter saído de um conto de fadas. Já as crianças peculiares, são, ao mesmo tempo, fortes e poderosas, frágeis e trágicas, se vendo obrigadas a viverem em um mundo paralelo, como forma de se protegerem da crueldade humana e de outros seres  da mesma espécie, que anseiam a imortalidade e suas peculiaridades. Ver Judi Dench, mesmo que por alguns minutos em tela deixa o filme ainda mais nobre e respeitável e Samuel L. Jackson está ótimo no papel de vilão.


O Lar Para Crianças Peculiares já seria um filme muito acima da média com sua belíssima história e a direção primorosa de Tim Burton, contudo, a quantidade de elementos a serem abordados e discutidos filosoficamente são muitas e para aqueles que tem um olhar mais apurado e maior grau de sensibilidade, saem da sala de cinema impactados com toda a delicadeza e magia que foi retirada do livro e transposta para a telona.  Por isso muita coisa tem a ser dita sobre ele:


Podemos encontrar subjetividade no conto, desde a dor do luto e da perda, como no relacionamento parental, na convivência com as diferenças, passando pela saída da adolescência e o confronto com as responsabilidades da idade adulta; na recusa de se enfrentar os desafios da vida; no quanto podemos transformar o que consideramos mesmice em criatividade, como nossos julgamentos podem ser falhos e equivocados e o quanto uma pessoa considerada fraca pode se tornar forte e nos surpreender.


Porém, para além de todas as discussões filosóficas que o filme pode nos proporcionar, Tim Burton nos presenteia com uma história poética, lírica e encantada. Nos entrega o que o cinema tem de melhor: beleza, magia, fantasia, ótimos efeitos especiais e uma pitada de escuridão, para que não nos esqueçamos que uma vida feita somente de faz de contas e com cor de rosa pode se tornar bem chata... muito chata!

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Vida longa a Tim Burton, ao seu mundo fantástico repleto de cores vibrantes e que o cinema continue nos presenteando com esse emaranhado de encantamento que só ele sabe nos dar!

Jansen Sarmento
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