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São Luís do Maranhão (Parte 2): Se deixe seduzir por ela!

Hotel Brisamar 
Por conta de muita pesquisa sobre localização, deslocamento, infraestrutura e custo-benefício, me hospedei no hotel Brisamar, no bairro Ponta do Farol: um bom hotel a beira mar, com boa estrutura e serviços, além de um ótimo preço (indico a hospedagem); achei a localização excelente, uma vez que o bairro fica muito próximo dos badalados bares da Lagoa da Jansen e o deslocamento de transporte público para o Centro Histórico e região da avenida Litorânea são bem práticos e simples... Só é uma pena a praia não ser própria para banho, pois gostaria muito de ter aproveitado todo aquele "marzão" que havia de frente para mim... Porém, como nada é de todo ruim, mesmo com o mar impróprio e a impossibilidade de estrear minha estadia na cidade com um belo mergulho, fui presentado logo no meu primeiro dia com um pôr do sol de tirar o fôlego!


Pôr do Sol - Praia Ponta D'Areia

Apesar do belo por do sol, o impacto inicial foi de estranheza: poucas pessoas nas ruas, sinalização e informações precárias, funcionários do hotel orientando a evitar andar a pé em alguns locais próximos e, ao meu ver, fáceis de chegar... A ida para o hotel também não foi boa: sem uber, táxi urbano, poucas informações de traslados na internet e sem linhas de ônibus que levem até o Centro Histórico ou à região de concentração dos melhores hotéis da cidade, o turista fica praticamente a mercê de uma única cooperativa de táxi que cobra em torno de 70 reais para um percurso de 13km... Um dos piores acessos que já vi! Enfim, tudo parecia ser difícil e distante... 

Propaganda do Bar Botequim nas segundas-feiras

Mas, como não sou de entregar os pontos tão fácil assim, decidi não desistir da cidade, nem tomar decisões precipitadas antes do tempo. O ofício de psicólogo me mostra a todo tempo que nem tudo é o que parece e que o feio pode ser na verdade belo... E tal impressão negativa começou a ser dissipada logo na minha primeira noite, em plena segunda feira: descobri uma São Luís animada, simpática e vibrante, num bar chamado Botequim, muito próximo do hotel, localizado na Lagoa da Jansen... Poderia ter ido a pé, já que pela minha experiência de caminhada levaria menos de 10 minutos, mas, acabei indo de táxi, devido os atendentes do hotel alegarem perigo no percurso (juro que tanto na ida, como na volta, não avistei nenhum indício de perigo pelas ruas)... Ali descobri um local alegre, com chopp gelado, pessoas simpáticas e música animada! Tudo bem que a noite começa e termina cedo (as 2h da manhã já havia voltado), mas, fazia tempo que não ia a um lugar com pessoas tão simpáticas e receptivas como ali...


Monumento os Pescadores - Praia de São Marcos

Como o saldo da noite anterior foram de 14 chopps na veia, preferi não me ligar a horários e decidi passear sem pressa pela região praiana e nobre de São Luís: Praia de Ponta d'Areia, São Marcos e Calhau. As três praias são extensas e juntas tem aproximadamente 8 km... O mar de São Luís é esverdeado e não é tão belo como o de capitais nordestinas como Salvador, Maceió e Recife, por exemplo, mas, possuem um charme imenso... Li que a influência das marés em São Luís é a maior do mundo e as variações chegam a oito metros de altura, deixando suas praias com imensas faixas de areia, em determinados horários do dia... E como meus quatro dias (e cinco noites na cidade) foram no meio da semana, me senti dono das praias, devido o pequeno fluxo de pessoas passando por elas (principalmente em São Marcos e Calhau).


Praia do Calhau

Como em alguns dias fui caminhar em horários relativamente tarde, aproveitei pra almoçar em alguns restaurantes ou quiosques da Avenida Litorânea. E o destaque é para o Cabana do Sol: comida farta, generosa e de qualidade, chopp gelado, ambiente bonito, agradável e o melhor de tudo: preços que considerei bastante honestos, se comparados com os praticados em minha cidade natal (Rio de Janeiro). A noite da localidade também é ótima e o destaque é para o Bar do Nelson nos dias de 5a feira, com noite regada ao reggae da melhor qualidade, muita cerveja gelada e fica aberto por quase toda a madrugada. É muito divertido, bem cheio e recheado de gente bonita!

Caso você não curta balada, nem reggae, é só procurar por um quiosque ou bar que você queira chamar de seu: todos tem música ao vivo, porém, acaba tudo cedo; antes de 1h da madrugada já está tudo fechado. O atendimento não é o forte da capital maranhense e ainda falta treinamento, mas, esse é um problema da maioria das cidades brasileiras; aqui no Rio tem muito local famoso ou da moda com atendimento horroroso!


Cabana do Sol - Considerado o melhor restaurante de São Luís pelo TripAdvisor

As caminhadas matinais pelas praias ludovicenses foram uma constante durante minha estadia na cidade e como me fizeram bem! Estar sozinho, em minha própria companhia, ouvindo música, no celular com algum amigo ou envolvido em meus próprios pensamentos, fizeram me aproximar ainda mais de São Luís... Sou suspeito para falar do Nordeste, pois, meu coração bate forte cada vez que piso por essas terras... No início, quase me vi sem encanto... Quase pensei que seria a única cidade nordestina a me causar estranheza...  Por pouco isso quase aconteceu comigo! Quase me vi tentado a não buscar mais e ficar no senso de alguns amigos, conhecidos que ali já estiveram e não gostaram... E como fico feliz em não ter me deixado influenciar por impressões equivocadas!


Espigão Costeiro: um dos pontos turísticos da Cidade

Nessa minha 2a parte, tive a oportunidade de desfrutar o que os mais abastados costumam aproveitar, mas, vi muito mais do que um simples turista conhece quando vai para alguma cidade... Viajar pra mim é muito mais do que conhecer uma nova região: é experimentar novos sabores e vivenciar o modo de vida de uma população! É introjetar em mim uma nova ótica e filosofia sobre os hábitos de um povo,,, E, como aprendo com o que vejo e experimento!
É lógico que aproveitar o que existe de melhor é ótimo; luxo e conforto são tudo de bom! Contudo, como se aprende quando deixamos isso um pouco de lado e buscamos sair da máscara que o turismo cria, pois, afinal de contas, acabamos tendo apenas um olhar superficial da localidade em questão... Andei de táxi e comi nos melhores restaurantes, mas também peguei busão cheio, comi em barracas que só morador conhece e bebi em bares que de turísticos não tinham nada a ver com turistas... E isso foi bom demais! Descobri a beleza, grandeza e garra de um povo batalhador e feliz... E, é sobre isso que vou comentar no próximo capítulo! rs. (continua)

Espigão Costeiro

Leiam também:
São Luís do Maranhão - Parte 3 (Final): deixem-se seduzir por ela!

São Luís do Maranhão - Parte 1: deixem-se seduzir por ela!

Jansen Sarmento




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